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Mão inglesa: por que em alguns países o volante fica do lado direito?

Publicado em 16 de outubro de 2024

Você já se perguntou por que em alguns países o volante do carro fica do lado direito? Essa peculiaridade, conhecida como “mão inglesa”, pode parecer estranha para quem está acostumado a dirigir do lado esquerdo. 

Mas a origem dessa prática remonta a séculos atrás e envolve uma série de fatores históricos e culturais. Confira! 

A origem da mão inglesa

A prática de dirigir pelo lado esquerdo da estrada tem suas origens na Europa medieval e as raízes da mão inglesa podem ser encontradas nas antigas práticas de equitação

Na maioria das culturas, os cavaleiros eram predominantemente destros. Para ter a mão direita livre para manejar armas ou ferramentas, eles naturalmente se posicionavam à esquerda de seus cavalos. 

Essa prática se estendeu para as carruagens e, posteriormente, para os primeiros automóveis.

Expansão colonial Britânica

A disseminação da mão inglesa pelo mundo está intimamente ligada ao Império Britânico

Durante o auge de sua expansão, a Grã-Bretanha impôs suas normas de trânsito em suas colônias. 

Países como Austrália, Índia, Nova Zelândia e África do Sul, que foram colônias britânicas, ainda mantêm essa prática até hoje. 

Uma exceção notável é o Japão, que adotou a mão inglesa por influência britânica, apesar de nunca ter sido uma colônia.

Mudanças e adaptações

Alguns países que inicialmente adotaram a mão inglesa mudaram para o sistema de direção à direita

A Suécia, por exemplo, fez essa transição em 1967 durante uma operação conhecida como “Dagen H” (Dia H), onde todos os veículos pararam e mudaram de lado simultaneamente. Essa mudança exigiu ajustes significativos na infraestrutura e nos veículos, como a realocação dos farois para evitar ofuscamento.

Razões práticas e culturais

Nos Estados Unidos, a mudança para a direção à direita foi, em parte, uma declaração de independência da Inglaterra. 

Além disso, as carroças de carga, que eram comuns na época, tinham o cocheiro sentado à esquerda para ter uma melhor visão do tráfego, enquanto o assistente, à direita, manejava o chicote. 

Essa prática foi transferida para os automóveis quando eles foram introduzidos.

Desafios e soluções

A adaptação de veículos para a mão inglesa pode ser complexa. Não é apenas uma questão de espelhar o design original; componentes como o freio de mão e outros mecanismos internos frequentemente precisam ser redesenhados. 

Em regiões onde países com direções diferentes compartilham fronteiras, são necessárias soluções criativas. 

A Ponte Lótus, entre Macau e a China continental, é um exemplo interessante de infraestrutura que facilita a transição dos veículos de um sistema para o outro.

Portanto, a mão inglesa é mais do que uma peculiaridade de trânsito; é um reflexo de tradições históricas e culturais que perduram até hoje. 

Embora muitos países tenham migrado para o sistema de direção à direita, a mão inglesa continua a desempenhar um papel crucial em várias partes do mundo, destacando a diversidade das normas de trânsito globais.

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